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quarta-feira, agosto 03, 2011

E a "essência" das coisas?


Texto maravilhoso postado pela Fabi do Pimenta no Reino:

"Poucas coisas neste mundo são mais tristes do que um bolo industrializado. Ali no supermercado, diante da embalagem plástica histericamente colorida, suspiro e penso: estamos perdidos. Bolo industrializado é como amor de prostituta, feliz natal de caixa automático, bom dia da Blockbuster. É um anti-bolo.

Não discuto aqui o gosto, a textura, a qualidade ou abundância do recheio de baunilha, chocolate ou qualquer outro sabor. (O capitalismo, quando se mete a fazer alguma coisa, faz muito bem feito). O problema não é de paladar, meu caro, é uma questão de princípios. Acredito que o mercado de fato melhore muitas coisas. Podem privatizar a telefonia, as estradas, as siderúrgicas. Mas não toquem no bolo! Ele não precisa de eficiência. Ele é o exemplo, talvez anacrônico, de um tempo que não é dinheiro. Um tempo íntimo, vagaroso, inútil, em que um momento pode ser vivido no presente, pelo que ele tem ali, e não como meio para, com o objetivo de.

Engana-se quem pensa que o bolo é um alimento. Nada disso. Alimento é carboidrato, é proteína, é vitamina, é o que a gente come para continuar em pé, para ir trabalhar e pagar as contas.

Bolo não. É uma demonstração de carinho de uma pessoa a outra. É um mimo de avó. Um acontecimento inesperado que irrompe no meio da tarde, alardeando seu cheiro do forno para a casa, da casa para a rua e da rua para o mundo. É o que a gente come só para matar a vontade, para ficar feliz, é um elogio ao supérfluo, à graça, à alegria de estarmos vivos.

A minha geração talvez seja a primeira que pôde crescer e tornar-se adulto sem saber fritar um bife. O mercado (tanto com m maiúsculo como minúsculo) nos oferece saladas lavadas, pratos congelados, comida desidratada, self-services e deliverys. Cortar, refogar, assar e fritar são verbos pretéritos.

Se você acha que é tudo bem, o problema é seu. Eu vou espernear o quanto puder. Se entregarmos até o bolo aos códigos de barras, estaremos abrindo mão de vez da autonomia, da liberdade, do que temos de mais profundamente humano. Porque o próximo passo será privatizar as avós, estatizar a poesia, plastificar o amor, desidratar o mar e diagramar as nuvens. Tô fora."

Texto: Antonio Prata

Foto: Crazy for Cakes

segunda-feira, agosto 01, 2011

Seitan ou carne Vegetal

O seitan, glúten, ou ainda carne vegetal, como também é conhecido, é muito utilizado na culinária vegetariana e é um ótimo substituto da carne, pelo aspecto, textura e sabor semelhantes. Pode ser grelhado, cozido, empanado, assado, ou usado como recheio de tortas, lasanhas, empadas, etc.

É um alimento rico em proteínas e pobre em gorduras. Cerca de 180 g de seitan são suficientes para satisfazer as necessidades protéicas diárias. O valor nutricional de 100 g de seitan é o seguinte:

90 calorias

19,6 g de proteínas

3 g de hidratos de carbono

0 g de gorduras

0,8 g de fibras

109 mg de potássio

35 mg de cálcio

2,1 mg de ferro

23 mg de magnésio

1,1 mg de zinco

Pode ser encontrado em casas de produtos naturais ou feito em casa. Geralmente o seu período de validade é de 2 a 3 semanas, no entanto pode ser congelado.

Fontes: Centro Vegetariano / Florbela Mendes via Cantinho Vegetariano

quinta-feira, julho 28, 2011

Por onde começar?




Pensando em virar vegano / vegetariano? Aqui vão algumas dicas pra fazer a transição com sucesso e, de quebra, ganhar muita saúde.



1- Adicione primeiro, subtraia depois.


Ao invés de começar cortando coisas do seu cardápio, adote uma estratégia diferente: comece adicionando novos alimentos. Sό quando sua alimentação estiver bem variada, com vários legumes, frutas e grãos diferentes, passe à etapa seguinte que é:


2-Diminua progressivamente o consumo de alimentos de origem animal.


Passe a comer carne sό uma vez por semana. Pare de comer queijo diariamente. Comece misturando o leite de soja a outros alimentos que você gosta ( vitamina de frutas) pro seu organismo ir se acostumando. Troque a manteiga por uma margarina vegetal (não hidrogenada). Mas vá com calma, cada passo de uma vez. O ideal é que a mudança seja feita de maneira suave, assim seu corpo não terá problema em se adaptar ao novo regime e você nem sentirá falta dos alimentos que for eliminando do cardápio.



3- A medida que for diminuindo o consumo de alimentos de origem animal, aumente os de origem vegetal.


Aumente ainda mais a quantidade de vegetais da sua dieta. Coma legumes refogados/gratinados no almoço, como prato principal. Capriche nas saladas cruas (bem mais do que alface e tomate). Coma mais frutas. Agora é o momento certo de experimentar substitutos vegetais dos produtos de origem animal que você tinha costume de comer. Encontre um patê de soja que você goste e use no lugar do requeijão. Prove iogurte e creme de soja. Compre (ou faça em casa) hamburgers vegetais.



4- Pense nos pratos veganos que você já está acostumado a comer.


Ao invés de pensar em tudo que você não vai mais poder comer tente lembrar de pratos conhecidos e apreciados por todos que são naturalmente veganos. Cuscuz, tapioca, feijão, macarrão com molho de tomate, sopa de legumes… Não precisa procurar receitas exόticas pra ter um regime vegano.



5- Veganize seus pratos preferidos.


Com algumas adaptações é possivel transformar qualquer prato onívoro em prato vegano. Proteína de soja pode substituir a carne em lasanhas, macarronadas, quibes. Seitan (“carne” de glúten) dá um όtimo estrogonofe. Tofu mexido pode ser mais gostoso que ovos mexidos. Castanha e feijão podem ser a base de deliciosos “hamburgers”. Creme de castanha de caju é tão parecido com creme de leite que ninguém vai notar a diferença. Com um pouco de motivação e criatividade você vai criar receitas melhores que as originais.



6- Troque os cereais refinados pelos integrais.


Muitas pessoas acham que se não comerem carne no almoço ficarão com a sensação de estômago vazio e logo, logo voltarão a ter fome. Prefira arroz integral, pão integral, macarrão integral e cereais integrais em geral. Eles são muito mais nutritivos que os refinados/brancos e, por ter mais fibras, vão dar a sensação de saciedade que o seu corpo precisa.



7- Capriche na vitamina C durante as refeições.


A vitamina C estimula a absorção do ferro no organismo. Comendo uma fonte de vitamina C junto com o feijão com arroz de todo dia você tem a garantia que seu corpo vai aproveitar ao máximo esse mineral. Tempere a salada com limão, tome suco fresco de laranja com as refeições ou coma uma mexerica de sobremesa. E lembre-se que pimentão, repolho e couve cru também são boas fontes de vitamina C.



8- Inclua oleaginosas no seu cardápio diário.


Castanha de caju, castanha do Pará, amêndoas, amendoim e nozes são super alimentos, ricos em minerais, vitaminas, proteínas e anti-oxidantes. Os nutricionistas recomendam o consumo diário de 10 unidades. Embora sejam calόricas, é um mito achar que elas fazem mal. A gordura presente nas oleaginosas é a gordura boa que luta contra o colesterol e faz bem ao coração e tirando os alimentos super calόricos e gordurosos (carne, queijo, creme, etc) da sua alimentação, sobra espaço de sobra pra incluir oleaginosas sem aumentar o número de calorias ingeridas.



9- Coma semente de linhaça todos os dias.


Linhaça é uma excelente fonte de omega 3 e 6, nutrientes essenciais a saúde e que muita gente acredita que sό são encontrados nos peixes. Duas colheres de café de linhaça moída (farinha de linhaça) tem a quantidade de omega 3 e 6 que você precisa por dia. De quebra você ainda ganha um bônus: muitas, muitas fibras.



10-Aprenda a cozinhar.


Infelizmente ainda é difícil, e caro, comer fora quando se é vegano. Em muitas cidades restaurautes veganos nem sequer existem. Se você não quiser passar fome vai ter que aprender a se virar na cozinha. Pros que já sabem cozinhar: aprendam a cozinhar pratos veganos. Estamos tão acostumados a preparar (e comer) pratos onívoros que ao se tornar veganas a maioria das pessoas fica sem saber o que fazer pra comer. Isso é muito perigoso. Ninguém gosta de comida insípida e monόtona e isso pode acabar espantando possíveis vegetarianos/veganos. Aprender novas maneiras de cozinhar significa ter a garantia de desfrutar de uma comida sempre saborosa e nutritiva.


11-Descubra novos alimentos.


Ser vegano não se resume a uma longa lista de alimentos que você NÃO PODE COMER. Muitos ficariam surpresos ao descobrir a grande quantidade de alimentos que PODEMOS COMER. Virar vegana foi como descobrir um mundo novo, cheio de alimentos que eu nem sabia que existia. Dê uma voltinha em uma feira de frutas e verduras ou pela seção de produtos naturais de um grande supermercado e você entenderá o que estou dizendo. Por isso a pergunta que escuto o tempo todo “mas o que é que você come?” me parece tão absurda.



12-Se informe.


Existem milhares de sites sobre veganismo. Você pode tirar suas dúvidas de nutrição aqui, pegar informações sobre os diversos aspectos da vida vegana aqui e aqui, militar pelos direitos dos animais aqui, conhecer novos alimentos, compartilhar experiencias, achar muitas receitas vegetais…



13- Adote um regime vegano por 3 semanas e veja como você se sente.


Pouca gente está disposta a fazer mudanças radicais do dia pra noite, mas saber que é por um curto período torna isso menos assustador. Se você já está familiarizado com a dieta ovo-lacto vegetariana ou se, por razões éticas ou de saúde, você quer aderir imediatamente ao regime 100% vegetal, experimente esse desafio. Você ficará surpreso ao constatar que, passadas as duas primeiras semanas, se manter nesse regime será bem mais facil e natural. O segredo: nossos gostos são programados de acordo com o que comemos nas duas últimas semanas. Mudando o regime, muda-se também os gostos alimentares.



14- Seja paciente, saiba se perdoar e não desista.


Quase ninguém se tornou vegano do dia pra noite. Fazer uma transição lenta e consciente é essencial pra manter a saúde e pra que essa escolha seja duraroura na sua vida. Se hoje você não resitiu ao pedaço de queijo, respire fundo e prometa que amanhã você se esforçará mais. Ficar se culpando por eventuais “recaídas” é inútil. Mudar de regime alimentar não é fácil e requer perseverança. Se não deu pra ser 100% vegano hoje, haverá sempre a possibilidade de recomeçar tudo amanhã. O importante é não desistir.


15-Faça o que estiver ao seu alcance.


Cada passo dado no caminho de uma alimentação mais ética, ecolόgica e saudável conta. Acha impossível se tornar vegetariano, muito menos vegano? Não faz mal, contanto que você não deixe de fazer o que estiver ao seu alcance. Comer carne uma vez por semana, por exemplo, é melhor do que todos os dias. O esforço de cada um, mesmo pequeno, é importante e somado ao esforço dos outros faz uma grande diferença no final.



E pra terminar, um poema (ler poesia também ajuda a fazer a transição):


À Mesa


Cedo à sofreguidão do estômago. É a hora

De comer. Coisa hedionda! Corro. E agora,

Antegozando a ensangüentada presa,

Rodeado pelas moscas repugnantes,

Para comer meus próprios semelhantes

Eis-me sentado à mesa!


Como porções de carne morta… Ai! Como

Os que, como eu, têm carne, com este assomo

Que a espécie humana em comer carne tem!…

Como! E pois que a Razão me não reprime,

Possa a terra vingar-se do meu crime

Comendo-me também.


Augusto dos Anjos


Discaradamente copiado do PapaCapim ,escrito pela Sandra, uma brasileira que mora na Palestina. Trouxe aqui pra minha cozinha por que os posts de lá são muito bons e porque acredito que informação retida é informação inútil.Quem sabe mais pessoas se inspirem com este post?
Vale fazer varredura lá,pois cada pots tem todo um envolvimento sobre a receita,é um blog com terapia junto.

quinta-feira, julho 21, 2011

Tipos de Vegetarianos



De forma genérica, vegetariano é o indivíduo que não utiliza nenhum tipo de carne (vermelhas ou brancas) na sua dieta.

Vegetarianismo é sinônimo de alimentação sem carne. Essa é a característica comum de todos os vegetarianos.
O vegetariano pode ou não utilizar derivados animais na sua alimentação.

Ovo-lactovegetariano: é o vegetariano que utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação.

Lactovegetariano: é o vegetariano que não utiliza ovos, mas faz uso de leite e laticínios.

Vegetariano estrito: é o vegetariano que não utiliza nenhum derivado animal na sua alimentação. É também conhecido como vegetariano puro.

Vegano: é o indivíduo vegetariano estrito que recusa o uso de componentes animais não alimentícios, como vestimentas de couro, lã e seda, assim como produtos testados em animais. Em inglês você vai encontrar o termo "vegan" como referência a esse indivíduo. No Brasil esse termo foi traduzido como vegano.

Crudivorista: é, na grande maioria dos casos, um vegetariano estrito que utiliza alimentos crus, ou aquecidos no máximo a 42ºC. Alguns podem aceitar leite cru e carne crua também, descaracterizando o termo vegetariano estrito. A utilização de alimentos em processo de germinação (cereais integrais, leguminosas e olegainosas) é comum nessa dieta. Diferente do que se pode imaginar, essa dieta apresenta preparações bastante sofisticadas e saborosas.

Frugivorismo: vegetariano estrito que utiliza apenas frutos na sua alimentação. O conceito de "frutos", nesse caso, segue a definição botânica, que inclui os cereais, alguns legumes (abobrinha, beringela...), oleaginosos e as frutas.

Macrobiótico: designa uma forma de alimentação que pode ou não ser vegetariana. O macrobiótico tem um tipo de alimentação específica, baseada em cereais integrais, com um sistema filosófico de vida bastante peculiar e caracterizado. A dieta macrobiótica, diferentemente das vegetarianas, apresenta indicações específicas quanto à proporção dos grupos alimentares a serem utilizados. Essas proporções seguem diversos níveis, podendo ou não incluir as carnes (geralmente brancas). A macrobiótica não recomenda o uso de leite, laticínios ou ovos.

Semi-vegetariano: indivíduo que faz uso de carnes, geralmente brancas, em menos de 3 refeições por semana. Alguns consideram essa terminologia quando em apenas uma refeição por semana. Esse termo ganha importância nos estudos científicos, na comparação dos efeitos à saúde entre vegetarianos e onívoros, já que, teoricamente, o semi-vegetariano consome carne, mas menos do que um onívoro. Atenção: esse indivíduo não é vegetariano.

Freegano: o freegano (uma corruptela deliberada da palavra vegano) come aquilo que encontra no lixo. Apesar de os freeganos serem mais radicais que os veganos ao se recusarem a comprar qualquer tipo de alimento, eles também são mais flexíveis, já que não têm objeções éticas a comer produtos animais que foram jogados fora. Eles querem evitar dar dinheiro àqueles que exploram os animais. Uma vez que um produto foi descartado, não faz diferença para o produtor se o alimento é consumido ou incinerado. Alguns freeganos continuam não gostando da idéia de comer um cadáver e – apesar de estarem dispostos a comer alimentos de latas de lixo – eles são bem informados sobre a contaminação fecal na carne e compreendem os riscos à saúde envolvidos em comer qualquer coisa que tenha passado por um abatedouro.

Onívoro: é o indivíduo que aceita qualquer tipo de alimento na sua dieta.A maioria da população.

quarta-feira, julho 20, 2011

Livro Gratuito de Culinária Vegana

Como primeira postagem deste blog, gostaria de abrir com chave de ouro e um presente pra vocês.
É um livro de receitas veganas que encontrei no Guia Vegano e adorei.

Já tinha visto esse pdf, mas como eu não era muito radical na dieta,não dei muita bola.
Hoje sou vegetariana estrita e esse livro veio muito a calhar.


 Baixe aqui >> Quitutes do Rafa


Quem é iniciante na culinária vegan precisa ter este livro!
Não estou falando de macaco véio que já faz substituições no olhômetro e conhece ingredientes e nomes estranhos (vc sabe o que é caseinato?) de cor.

Lembrando que é sempre melhor evitar a impressão. Mas se quiser muito,muito, opte pela impressão de livreto em ambos os lados da folha. A impressão fica ótima, letras de boa leitura, prático manuseio e ainda economiza árvores. A encadernação me custou apenas R$ 3,00.

Boa aventura na Cozinha!
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